Caminho de volta

Olhando o céu, fui atrás da minha imensidão que abandonei. Procurei a minha profundeza e percebi o quão rasa eu me tornei. Costumava encher minha vida de momentos únicos, pessoas únicas, hoje a vida tá cheia de coisas banais. Não quero mais ser vazia assim, quero minha profundeza de volta! Quero os meus dias lotados de leituras, aventuras e viagens. Quero conhecer o mundo, sempre quis. Mergulhar em todos os mares, aprender três línguas, meditar nas montanhas, fotografar os diferentes e tão iguais pôr-dos-sois. Quero a felicidade que a natureza pode me trazer e que nenhum alcool ou festa traz. Porque não fui feliz, não fui feliz desde que parei de ser quem eu sou. Desde que tentei me encaixar em grupos que eu não pertenço, desde que tentei fingir que não ligo, desde que me joguei nesse mundo sem conteúdo e parei de acrescentar, de somar, de transformar. Quero ser luz, não quero mais ser escuridão.

O que será de nós?

Ah esse teu cheirinho no meu travesseiro… Como eu poderia conseguir dormir se sei que vou poder te ver amanhã de novo? Sempre fui assim ansiosa. Ouvir essa chuvinha e não pensar em nossas tardes infinitas é impossível. Preciso dizer que fazia muito tempo que alguém não me arrancava esses sorrisos bobos, que me causava esse arrepio bom, essas borboletas no estômago. Toda vez que você demonstra esse carinho e vontade de me ter por perto, meu coração esquenta, se aconchega. Você me faz sentir segura, me faz sentir como se eu merecesse um mundo inteiro de amor, de palavras bonitas. Um mundo inteiro dos teus beijinhos inesperados, dos teus olhos cor de mel. Fala no meu ouvido de novo porque amo sua voz rouca me chamando de pequena. Vem me buscar na praça e me mostra o caminho até sua casa, mas não antes de me segurar em um abraço por quase um minuto. Onde estava você esse tempo todo? Quem dera eu tivesse te conhecido antes. Quem dera você tivesse entrado em minha vida antes de o meu coração ser tão despedaçado tantas vezes… Quem sabe assim eu falaria o quanto gosto de você, sem ter medo que você vá embora.

E o que será de nós? Um infinito ou uma pequena história? Sei lá. Mas já fico feliz só por ter te conhecido.

Então confesso

Confesso que tenho medo de me apaixonar. Finjo que não estou mesmo que eu já esteja porque não sei se aguento mais um coração partido. Confesso que minha mente sabota todos os nossos momentos bons e me faz pensar que no fundo não tem como a gente dar certo. Já me vejo sofrendo toda vez que você sumir, me vejo ficando abalada com tuas amizades femininas… E que saco isso. Não gosto nem nunca gostei de ser assim, mas sabe… É que me machucaram. É que me decepcionaram, me traíram, mesmo que não do jeito convencional. Amei muito esse menino em quem eu uma vez confiei de olhos fechados e que me quebrou em pedacinhos, que me fez desconfiar de tudo e todos, já que mesmo aquela pessoa que eu achava tão perfeita e confiável, provou não ser. Então agora você sabe porque eu continuo fugindo, você sabe porque mantenho esse muro em frente de mim. É meu escudo para não me magoar outra vez. Mesmo que seu abraço me mostre que no momento a gente se pertence, não sei se algum dia a gente vai realmente se pertencer. Enquanto isso você e eu vamos ter que nos contentar só com uma partizinha um do outro. Mas eu confesso, acho que te queria inteiro.

Sobre tudo o que passou

Esse ano voou, mas ao mesmo tempo que tudo parece ter acontecido ontem, tem essa sensação de que já faz muito tempo. Começou com o frio de rachar do Texas e uma ressaca de 3 dias. O verão foi daquele jeito que todo mundo quer: praia, sol, festa e amor. Primeira vez que me apaixonei no ano foi pelo carinha que eu conheci na fila da boate. Um relacionamento intenso de 3 semanas que mais pareceram 3 meses. Quebrou meu coração em uma conversa no whatsapp, mas até hoje me persegue em todo o lugar que eu vou. Beijos Caeta! 

No mesmo verão e no mesmo lugar conheci o menino que tentou de tudo mas não ganhou meu coração. Até gostava de você, mas não te aguentaria por mais de dois dias. De qualquer jeito, obrigada pela companhia, pelas idas ao cinema, pelas músicas que tu me mostrou (e me fez gostar), e por tentar me ignorar até hoje (em vão). A gente nunca mais vai ficar junto, mas tenho certeza que te vejo por aí…

Esse ano me encontrei completamente profissionalmente. Me apaixonei ainda mais pela Psicologia e continuo me apaixonando cada dia. Tive minha mente ampliada três mil vezes, me enchi de opiniões, de princípios. De conhecimento. Com certeza é o que eu quero fazer pro resto da vida.

A Psicologia também me trouxe amigos. Apesar de estar muito puta com todas elas no momento (vocês melaram o ano novo!!!!!!) esses pequenos presentes que ganhei esse ano enchem meus dias de alegria, risadas e muita parceria. 2015 foi incrível por causa de vocês.

Esse ano não era para ter nenhum pedaço dele, mas teve. Ele fez parte da minha vida por tanto tempo, apareceu de novo sem avisar, e por pouco mais de um mês virou minha cabeça (e coração) tudo de novo. Foi um erro ter te tido de volta esse ano, mas saiba que nunca será um erro ter te tido na minha vida. Te guardo com muito carinho e desejo toda a felicidade do mundo.

Esse ano fiz mil planos para o ano que vem, voltei a ganhar meu dindin e tô entrando 2016 mais morena do que nunca (milagre?)

Por fim, o último amor do ano e que espero ter ano que vem também. Você me faz sorrir. Você me faz suspirar. Você me faz querer te ver todos os dias. Prepara o vinhozinho, tô indo praí.

Você é a saudade que guardo em mim

Por algum tempo eu resisti, deixei sua imagem e nossas lembranças dentro de uma caixa em uma altura onde não poderia alcançar. Te tirei da minha mente, fechei meu coração. Apaguei todos os vestígios e preenchi a cama vazia com outros corpos. Ah, eu te esqueci. Te esqueci até lembrar que eu nunca poderei realmente te esquecer. Me pergunto, por quê? Por quê você aparece no sol e na chuva de cada dia, na luz e na sombra de uma árvore, no vento frio que corta o meu rosto. No calor. No calor de qualquer coisa que me esquente. Não sei o que sinto, você vai ser a minha dúvida e a minha certeza para sempre. 

Nesse tempo todo que não te vejo, não te toco, não te tenho, eu consegui colocar o que aconteceu no lugar certo. Fui e voltei de um estado de paz e felicidade profunda, onde tudo estava como deveria estar. Existo sem você, vivo sem você. Sou feliz sem você. Sem você, há um milhão de outras oportunidades, e ser livre assim é realmente o melhor que poderia ter nos acontecido. Gosto de nos ver seguindo nossos próprios caminhos e vivendo nossas próprias vidas. Já me acostumei em não te ter para contar as novidades, em não ficar esperando um boa noite, e não ter que dar boa noite a ninguém também. Me acostumei com o desapego de “amar” por uma hora, mas nunca ficar até o dia seguinte. E foi bom. Até tu voltar para me visitar todas as noites. Fecho os olhos e sonho com você como acontecia naquela época. E nos meus sonhos nós somos a gente. Nos meus sonhos eu ainda te amo e você ainda me ama. Nos meus sonhos, nós somos livres juntos, com cada coisa que conquistamos separados. Nos meus sonhos nós não nos completamos – nós nos complementamos. E nos meus sonhos você é a saudade que eu guardo em mim.

É isso que sinto quando acordo: saudade. A vida real nunca vai ser a mesma sem você, e mesmo que doa um pouquinho, obrigada por passar essas noites comigo e por me fazer lembrar de como foi lindo. 

E sei, hoje vou sonhar contigo.

Lembro de ti ao me deitar

Eu jurei. Jurei te tirar da minha vida, das minhas coisas, da minha mente, e dos meus textos. Eu jurei te apagar, jurei te substituir, jurei fugir de tudo que me lembra você. E jurava, jurava que tinha esquecido. O tempo passou e eu preenchi meus dias com coisas banais que deletavam minhas lembranças de nós dois. Eu me joguei em outros braços, eu forcei meu coração a se apaixonar de novo, me entreguei querendo que de alguma forma aqueles novos lábios tirassem as marcas que os seus deixaram. Eu escrevi milhões de textos e apaguei. Eu te odiei. Odiava quando alguém deixava escapar seu nome ou algo que você tinha feito, odiava saber que tua vida tomou um rumo completamente diferente e que a pessoa que tu era se vai cada vez mais. Eu parei de pensar em quantas meninas ocuparam o meu espaço, porque meu orgulho é grande demais para aceitar o fato de você ter superado, e de eu ainda me importar.

Mas aqui estou eu, escrevendo de novo. Não pense que eu não tentei engolir todas essas palavras e jamais expressar meus sentimentos por ti outra vez, mas por mais que eu mude minha forma de agir, pensar, falar, minha necessidade de escrever o que sinto nunca vai mudar. Serei para sempre esse vômito ambulante de palavras. E no fundo sei, você nunca vai ler. Passou a época em que você perdia o tempo comigo, passou a época em que eu ainda invadia seus pensamentos. Passou a nossa época. Mesmo assim, preciso dizer que às vezes ainda lembro de ti ao me deitar. Às vezes te procuro em toda pessoa que conheço, em vão, porque jamais vou conhecer alguém como você. Talvez hoje você não seja o mesmo de quem sinto saudade, mas tudo está guardado comigo. Sempre vai estar. Pequenas coisas do dia-a-dia me fazem lembrar do teu sorriso, do teu jeitinho de falar, das peculiaridades da tua personalidade. Pequenas coisas do dia-a-dia me fazem lembrar de como éramos juntos, de como foi sim lindo por muito tempo. Me envolvo com outra pessoa e sinto falta de realmente me envolver, como me envolvi contigo. Nosso companheirismo, nossas brincadeiras, nossa intimidade, nossas discordâncias, éramos diferentes demais, e por sermos diferentes, encontrávamos no outro o que faltava em nós. Hoje eu sei, me apaixonei pelos teus erros. Mais até do que pelos teus acertos. Teus erros me faziam questionar tudo, meu amor, teu amor, nosso amor, e questionando eu percebia que mesmo com as imperfeições, o que a gente tinha valia a pena.

A vida separou a gente, eu sei. Não só a vida, um monte de outras coisas. Quem sabe não era mesmo para continuarmos juntos. Quem sabe cada um tinha que seguir caminhos diferentes e ficar no passado. Você disse que ia ser melhor assim, e nem sei mais se discordo. Só espero o tempo passar, espero as memórias falharem, e a falta que às vezes vem, parar de vir. Espero que eu pare de te enxergar em todo rosto que vejo, e de querer teu corpo perto do meu, para a gente se cutucar e acabar em abraço. Para a gente dormir de mãos dadas, e acordar para um tempo em que tudo teria dado certo. E deu, até que nossas mãos não conseguiram mais se alcançar, e nossos corpos não podiam mais se abraçar.

Não lembro como era te ter, mas ainda não aprendi a superar tua ausência.

Carta número mil

Nunca te escrevi uma música, mas te escrevi mil e uma cartas. Já faz tempo que não te escrevo, já faz tempo que parei de pensar em ti, mas por algum motivo hoje eu acordei sentindo saudade. Não saudade do nosso amor, saudade da nossa amizade. Sei que as coisas não acabaram da melhor forma. Sei que por muito tempo senti raiva e mais um monte de sentimentos ruins, e que a tua lembrança me trazia tristeza. Sei também que como sempre te julguei demais. Mas não adianta mais pedir desculpas. Tudo aconteceu no momento errado, da forma errada, e assim parecia tudo errado, mas não foi. É mais fácil enxergar o que aconteceu agora, e é mais fácil assumir que tu foi e sempre será especial. A vida continua, e eu finalmente segui em frente, mas não quero que minhas últimas palavras para ti sejam aquelas que eu disse por último. Eu quero que minha última palavra seja de agradecimento por tudo o que aprendi contigo. Eu não esqueço, amor, não esqueço de tantos momentos bons, do tanto que compartilhamos, e não esqueço do quanto tu significou para mim. Talvez você nunca leia, talvez você nunca saiba, mas não importa para quantas pessoas entregarei o meu amor, tu é insubstituível. Tua amizade me faz falta, mas o que vale para mim é que te tive na minha vida, e sempre te terei na minha história.
Um beijo na ponta da minha trombinha preferida, e que nesse ano todos os teus sonhos se realizem.